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A filósofa Sueli Carneiro emergiu na vida pública na década de 1970, com o movimento negro brasileiro. Em 1988 fundou o Geledés, Instituto da Mulher Negra, primeira organização negra e feminista de São Paulo. Entre 2000 e 2008, Sueli Carneiro publicou mais de uma centena de artigos no Correio Brasiliense, dos quais resultou o livro Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil. Para além do ativismo no feminismo negro, na imprensa e da intervenção assídua na esfera pública e institucional, sempre em ações antirracistas e em defesa da população negra, Sueli Carneiro se destaca como a mais original intérprete do racismo brasileiro, como uma intelectual constituída ao largo da tradição sociológica, masculina e branca do nosso pensamento social, que reiteradamente o concebeu como resíduo escravista sobredeterminado pela desigualdade econômica. O escrutínio do racismo como inerente à biopolítica instituinte do estado nacional moderno e a suas formulações acerca do “diapositivo da racialidade” que estrutura o país resultam numa acurada – e principalmente disruptiva – interpretação do Brasil.