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Este artigo considerará como tanto a escritora brasileira nascida na Ucrânia, Clarice Lispector quanto a artista alemã-americana Eva Hesse exploram os limites do corpo feminino por meio da experiência traumática de perseguição e exílio de suas mães. Defendo que tanto a dor de perderem as suas mães numa idade precoce como o fato de terem nascido no estrangeiro dos seus próprios países agora adotados, levaram-nas a uma relação conflituosa com os papéis tradicionais de gênero das mulheres. Essas memórias conflitantes e dolorosas de perder a pátria e as próprias mães de maneira traumática, alimentam seus estilos inovadores. As duas brincam com fronteiras rígidas e desafiam movimentos literários ou artísticos específicos, abrindo possibilidades para abstrações eróticas, em diálogo com pensamentos feministas de seu tempo. A marca própria de minimalismo de Hesse, misturando distanciamento com toque físico, natureza com sensualidade, é analisada em paralelo com a escrita de Lispector e o seu processo, permitindo-nos um olhar crítico sobre os meios como as mulheres no exílio encontraram formas inovadoras de desenvolver a sua arte, quebrando estruturas patriarcais através de uma exploração direta com as fronteiras do corpo.