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Este trabalho almeja estudar, analisar e debater a aparição e o desenvolvimento de aspectos surrealistas na obra ficcional da escritora Lygia Fagundes Telles, em especial nos contos “Senhor Diretor”, “A Sauna” e “Noturno Amarelo”, presentes no livro Seminário dos Ratos, originalmente publicado no ano de 1998. Em uma pesquisa inicial, os elementos surrealistas a unir os contos aparentam estar centrados em narrativas em primeira pessoa, fluxos de consciência – próximos do conceito “funcionamento real do pensamento”, de André Breton em “Manifesto do Surrealismo” –, e o paradoxo existente entre o real e o imaginado. A partir dos escritos de apoio teórico de Jacqueline Chénieux-Gendron e do supracitado Breton sobre o surrealismo, esta pesquisa explora o modo com que Lygia Fagundes Telles, mesmo não rompendo com a questão formal do conto, acaba por lançar mão de alguns atributos em função da narrativa surrealista. Portanto, é de objetivo desta apresentação explorar excertos dos contos selecionados nos quais tal característica se mostra de forma mais evidente, onde, mesmo não subvertendo o gênero, a autora desenvolve características surrealistas por meio de suas protagonistas.