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Duarte (1996) caracteriza a obra Capitães da Areia (1937) como um Bildungsroman proletário, na medida em que explora a evolução do personagem a partir de seu crescimento individual, em paralelo com a participação do proletariado na política brasileira. Essa caracterização reflete a expressão de ideais e costumes de uma nação a partir da literatura, assim como a cristalização de uma identidade a partir da repetição de padrões e estéticas. Jorge Amado conta a história de um Brasil que desafia os padrões burgueses da literatura da época, dando voz a uma camada oprimida da sociedade. Neste trabalho, analiso como o romance Capitães da Areia contribui para a construção da identidade nacional, explorando a maneira em que as ambivalências dos personagens espelham a ambivalência marcada da nação brasileira. Além disso, também investigo Capitães da Areia a partir de seu gênero como romance de formação - Bildungsroman -, examinando como essa caracterização amplifica os efeitos da narrativa e como o desenvolvimento de identidade dos personagens é afetado por sua condição marginalizada, refletindo assim o desenvolvimento da nação.