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Unasul e a governança regional no período pós-liberal

Sat, May 30, 6:00 to 7:45pm, TBA

Abstract

Durante os anos 2000, a integração sul-americana vislumbrou a criação de outros processos regionais, desenvolvidos no marco do “regionalismo pós-liberal”. Este novo conceito expressa uma nova ordem de prioridades regionais, apresentando uma agenda deslocada à esquerda do eixo do poder político, ao mesmo tempo, revelando profunda insatisfação com as políticas econômicas neoliberais adotadas na década de 1990, em que se basearam as iniciativas regionais anteriores. Este novo fenômeno decorreu do ressurgimento do nacionalismo econômico e politização das agendas econômicas externas de vários países da região, inserindo-se em um marco internacional amplo, o qual favorece o protecionismo e o nacionalismo econômico, inclusive nos países desenvolvidos. O “regionalismo pós-liberal” é composto tanto por uma agenda integrativa de cunho desenvolvimentista, resistente à abertura comercial, quanto por uma agenda antiliberal, que propicia a formação de coalizões entre países afins ideologicamente.
Criada neste contexto, a Unasu ( União das Nações Sul-Americanas) marcada por seu forte conteúdo político, advêm do intento regionalista de iniciativa brasileira, ainda na década de 1990 a partir da ALCSA. Mas, instituída em 2008, a UNASUL conformou-se como catalisadora de um projeto de socialização da região, favorecido pela convergência de discursos e ideologias. Este projeto visa facilitar a relação entre os países pela sua flexibilidade e pouca exigência no comprometimento comercial e econômico. Ao almejar o comprometimento político da América do Sul, a iniciativa permite diferentes graus de adesão das nações regionais e vários níveis de aporte de recursos a suas instituições, denotando um novo mecanismo de governança regional.

Authors