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Os estudos sobre os financiamentos da Fundação Rockefeller para o ensino e pesquisa biomédica e assistência a Saúde Pública no Brasil têm se consolidado nas duas ultimas décadas. Contudo, a atuação dessa agência pode ser localizada na origem de algumas áreas que se fortaleceram no país a partir da década de 1960, presença que tem sido negligenciada pelos estudos sistemáticos em torno da institucionalização das Ciências Humanas e Sociais, usualmente associada aos financiamentos da Fundação Ford. Nessa direção, a comunicação identifica e analisa a constituição de uma “Agenda Rockefeller” para as Ciências Sociais e Humanidades, argumentando que tal agenda se desenvolveu em uma perspectiva “mais aplicada” e atrelada a um “circuito de trocas” entre São Paulo e Rio de Janeiro. Nesse escopo, ressaltam os grants destinados para a criação do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) implantado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro, processo no qual se destacou a figura de Alexandre Kafka que aparece de modo recorrente na documentação da Fundação Rockefeller. Por fim, um aspecto adicional que o presente estudo pretende analisar refere-se a constituição das áreas de Economia Rural e Comunicação Rural, ao longo dos anos 1960, ambas associadas ao processo da chamada Revolução Verde.
Maria Gabriela Silva M C Marinho, Universidade Federal do ABC
Cristina Campos, UNICAMP/Universidade São Judas