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O Parlatino é a instituição parlamentar mais antiga da América Latina, pois antecede todas as outras tentativas de integração na região. Criado em 1964, a relevância do Parlatino reside no contexto histórico em que foi estabelecido, quando vários países latino-americanos sofreram fortes rupturas em seus regimes democráticos. Durante esse tempo, o Parlatino atuou como um forte defensor da democracia e do pluralismo político, posicionando-se como uma 'tribuna moral' para os regimes latino-americanos que violaram os direitos humanos e os princípios democráticos durante a segunda metade do século XX.
Desde o início do século XXI, o Parlatino vem estreitando seus laços com a República Popular da China através da cooperação econômica, política e técnica. Em 2007, o Parlatino recebeu uma nova sede na Cidade do Panamá, quando foi aprovada a saída da sede da cidade de São Paulo. Naquele momento, a China empenhou investimentos importantes para a construção do atual edifício sede do órgão, sendo a participação chinesa fundamental para esse empreendimento. A cooperação econômica permaneceu ao longo de todo esse período. Em 2020, houve doação de insumos chineses, constituindo-se fundamental para equiparar o Parlatino no enfrentamento à pandemia.
Quanto à cooperação técnica, estagiários chineses atuam no Parlatino no funcionamento do órgão. Ademais, alguns projetos parlamentares envolvem cooperação chinesa. Por fim, a China tornou-se membro observador do Parlatino reforçando o interesse chinês, na maior estrutura parlamentar da América Latina. Portanto, o trabalho objetiva explorar a cooperação entre China e o Parlamento Latino-Americano.