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Ao longo de quatro anos empreendi uma investigação acerca da construção de uma ordem discursiva sobre a Mulher Brasileira em Portugal. Logo percebi que esse discurso hegemônico se transformava, cotidianamente, em preconceito e discriminação. As mulheres brasileiras são vistas como “corpo colonial” em Portugal, na medida em que são definidas, essencializadas e estigmatizadas através de características atribuídas desde o colonialismo histórico, relacionadas com a hipersexualidade. Foi então que compreendi que essas mulheres resistiam e reexistiam ao discurso construído sobre elas de diferentes formas. Inspirada, teórica e metodologicamente, nos Estudos Feministas, nas Terias Pós e Descoloniais e na obra de Michel Foucault, realizei entrevistas, observação participante, auto-etnografia e pesquisa documental. Ao mapear os tipos de resistência, entendidos como dobras no discurso hegemônico, um deles destacou-se: a resistência combativa. Esta forma de reexistir, que denominei combativa, seria a tentativa de desconstrução do discurso hegemônico, a demonstração da possibilidade de outras definições identitárias, a emergência de múltiplas brasilidades ou, ainda, identidades não nacionais. Percebi que ela pode ocorrer tanto no plano individual e cotidiano quanto através de ativismo organizado. Neste cenário, prevaleceram imigrantes brasileiras que cursavam pós-graduação em universidades portuguesas. Estas mulheres dividiam-se entre a universidade e a militância – seja esta organizada de forma tradicional em associações, ou através do cyberativismo, ou, ainda, através da arte crítica. A proposta do artigo é partilhar estas experiências e reflexões.