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A crescente importância, no século XXI, dos bens intangíveis como o conhecimento, a inovação, a tecnologia, as instituições e as conexões em rede no mundo globalizado demanda um novo papel a ser desempenhado pelo Estado, para o sucesso na promoção do desenvolvimento econômico e social sustentado. O foco da atuação do Estado desloca-se, agora, para o fomento à inovação e ao desenvolvimento tecnológico, como elementos transformadores da economia nacional.
Nesse sentido, ressalta-se a importância do surgimento de formas flexíveis de Estados, a partir da década de 1990, denominados de Estados Desenvolvimentistas em Rede - EDR, dedicados a fomentar redes de produção e inovação, atrair investimentos internacionais e conectar tecnologias e redes de negócios locais e globais, a fim de promover o desenvolvimento nacional.
Este trabalho propõe-se a analisar a aplicação dos instrumentos desenvolvimentistas em rede na atual Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, a partir da definição teórica do EDR e de suas principais características, baseando-se a análise nas quatro tarefas essenciais do EDR: a) mobilização direcionada de recursos; b) criação de janelas de oportunidade; c) a intermediação tecnológica e de negócios; e d) a facilitação.
O trabalho tem o objetivo de avaliar a adequação da política de inovação brasileira às novas demandas da atuação estatal desenvolvimentista no século XXI e às ferramentas mais modernas de incentivo à inovação e tecnologia.