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A complexidade das relações que se estabelecem na contemporaneidade, tanto entre a humanidade e a natureza, quanto nas relações sociais, exige posturas diálógicas entre as diferentes áreas do conhecimento. Nesse contexto, é fundamenal o diálogo multi e interdisciplinar na formação de todos os profissionais, e, na formação docente também. Os saberes tradicionalmente estabelecidos precisam ser considerados nesse processo de formação, mas em constante diálogo com a dinâmica da realidade. Nessa perspectiva, o objetivo desse estudo é refletir sobre os desafios da interdisciplinaridade no lócus da formação de professores, tanto no nível de graduação (considerando a formação inicial para a profissão docente), quanto no de pós-graduação. Como abordagem teórica, buscamos nos embasar nos conceitos de Raynaut (2011); Sousa Santos (2006); Habermas (1995) e Paulo Freire (2007), enquanto autores que provocam a discussão dessa problemática. Enquanto campo empírico para a análise dos processos de formação docente que ousam construir alternativas à lógica disciplinar, vamos analisar duas experiências de cursos de formação de professores. A de um curso de graduação com ênfase na Licenciatura do Campo, oferecido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), voltado a formar professores que já atuam nas escolas do meio rural, mas que ainda não têm formação de nível superior. E a de um Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR) da Universidade Federal Tecnológica do Paraná, que desenvolve pesquisa articulando Educação e Desenvolvimento numa perspectiva interdisciplinar.
Palavras-chave: interdisciplinaridade; docência; formação; paradigma.