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O estudo está baseado em uma pesquisa inédita realizada em 2012 nas cidades brasileiras do Rio de Janeiro/RJ e de Salvador/BA que mensurou o acesso ao microcrédito produtivo por parte de microempreendedores dos grupos de cor ou raça brancos, pretos e pardos, isto seguindo a definição estatística adotada no Brasil. A fonte original do universo foi o cadastro do Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresa (SEBRAE). O estudo foi apoiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Foram entrevistados 500 microempreendedores em cada cidade estratificados pelos setores de atividades econômicas. No estudo foram desenvolvidos os conceitos de taxas bruta e líquida de exclusão de acesso ao sistema de crédito produtivo, formado pelos agentes econômicos que procuraram crédito e não obtiveram o recurso, os que conseguiram acessar os empréstimos através de mecanismos apenas informais (parentes, amigos, etc) e os que mesmo precisando do recurso não o procuraram (microempreendedores desalentados). Assim, foram verificadas desigualdades de acesso ao crédito produtivo, porém, obedecendo a uma escala na qual o acesso aos recursos por parte dos agentes econômicos brancos era mais favorável que a dos pardos, que por sua vez, também se mostrava mais favorável que a dos pretos. Ou seja, tais resultados foram convergentes ao aporte de Oracy Nogueira, na qual, na sociedade brasileira, os grupos de cor ou raça de marcas raciais mais intensivamente negras sofriam a discriminação de forma mais visível.