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A comunicação tem por objetivo verificar o modo como personagens que aqui são nominados de outsiders (matadores, marginais, prostitutas...), portadores de uma subjetividade tida por “desviante” foram tratados por J. G. Rosa. No dizer de Willi Bolle, com Rosa, pela primeira vez, fala-se uma “linguagem não-colonial”, onde tais desviantes tiveram voz e se expressaram de forma aberta e não discriminada pela pena de um literato. O que se propõe com a comunicação, portanto, é estender a indicação de Bolle e analisar o tratamento dispensado por Rosa, aos “desviantes”, aos sujeitos que viviam ao arrepio das normas - normas essas consideradas social e moralmente adequadas ao ethos do colonizador, mas que não atendiam às aspirações dos outsiders referidos.