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Objetivo deste trabalho é dialogar com a agenda a participação a partir dos novos desdobramentos havidos no interior desse campo de estudos os quais têm buscado ampliar o escopo das análises das experiências a partir de uma abordagem relacional e processual. A participação passa a ser considerada desde uma visão que reconhece não só a heterogeneidade do tecido associativo, como também as variadas interfaces socioestatais. Além disso, no bojo dos estudos sobre as relações entre Estado e sociedade civil, procura-se cada ver mais compreender os impactos destes encontros sobre todos os atores envolvidos, do ponto de vista organizacional, de sua posição relacional e de suas formas de ação. Considera-se, portanto, que de tais interações entre atores sociais e instituições políticas resultam constrangimentos e possibilidades específicas para os avanços das experiências participativas, que devem ser apreendidos a partir de contextos e trajetórias específicos. Desta forma, a partir de uma abordagem teórica, que explora conceitos que permitam desenvolver tal perspectiva do ponto de vista sistemático, tais como repertórios de ação coletiva, espectros de interação, identidades coletivas, além de problematizar o uso das categorias de movimentos sociais e participação institucional neste debate, este trabalho propõe incorporar a construção política dos atores e dos espaços de interação como um resultado da dinâmica complexa e relacional, localizada no tempo e no espaço que forjaria identidades, interesses, expectativas, repertórios de ação e escolhas estratégias. Tais elementos não são características intrínsecas dos atores coletivos, mas resultado destas interações.