Search
Program Calendar
Browse By Day
Browse By Time
Browse By Person
Browse By Room
Browse By Track
Browse By Session Type
Search Tips
Virtual Exhibit Hall
Personal Schedule
Sign In
Session Submission Type: Panel
Ao comentar sobre a fertilidade e a multiplicidade da literatura brasileira contemporânea, a crítica brasileira Beatriz Resende propõe que “a peculiaridade da transição do regime autoritário para o democrático entre nós terminou por abreviar o luto vivido em relação aos anos de chumbo, de forma a que, hoje, os novos tempos possam ser vividos não sem a memória, mas sem o peso que ainda aparece em países onde os crimes da repressão tiveram dimensões do que ocorreu na Argentina, por exemplo” (“Contemporâneos 24). Publicado em 2008, o livro ainda não previa a instituição da Comissão Nacional da Verdade em 2012, criada pela Lei 12528/2011, que trouxe ao presente, de forma mais perene, marcas antigas e não acertadas com o passado ditatorial. Na mesma linha, as produções culturais brasileiras, desde os anos 70, em maior ou menor grau, têm trazido a sombra do passado autoritário em seu escopo não apenas como uma discussão em si mesma, mas como um pano de fundo enraizado no passado que insiste em emergir de novo e outra vez no presente. Em vista disso, o presente painel se propõe a discutir, de maneira interdisciplinar, algumas dessas narrativas e o tom pelo qual, embora falando baixo estão gritando denúncias do passado que não foi reparado. Por meio do diálogo proposto, apresentam-se questões relacionadas à própria essência dos gêneros narrativos, à presença dos corpos ausentes durante e depois do regime autoritário, os modos pelos quais a construção da identidade é afetada pelo trauma, o contar a história de modo contrastante, mas que recupera o que aparentemente se queria negar, além de explorar a construção da personagem guerrilheira.
Pluralizing history or the search for new narrative genres: bordering history, memory, and literature - Nina Schneider, University of Cologne
A narrativa do trauma e a construção da identidade em "Diário da queda" e "Sinfonia em branco" - Angela R Mooney, Tulane University
Specters of the past: dictatorship as disease in "Onde andará Dulce Veiga?" by Caio Fernando Abreu - Giulia Ricco, Duke University
The collaborator and the guerrilheira in Urariano Mota’s "Soledad no Recife" - Rebecca J Atencio, Tulane University
A personagem da guerrilheira na literatura brasileira: objetos e espectros - Cristiane B Lira, University of Georgia