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O trabalho aborda as Cotas Raciais como políticas de Ação Afirmativa para acesso às universidades federais brasileiras, pela concepção de professores do Curso de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, entre 2008 - 2014. Analisa suas perspectivas quanto a rupturas e configurações que as Cotas Raciais, e a presença dos estudantes negros, promovem no curso. Autores negros nacionais embasam o estudo e a metodologia é qualitativa, composta por entrevistas com docentes e análise de dados do ENADE 2013 – Exame Nacional de Desempenho referente aos cursos de Medicina. Identifica-se a existência de barreiras acadêmicas promovidas por resistências e negações à política educacional, produzindo invisibilidades dos estudantes negros: invisibilidade e presença – a produção histórica de invisibilidade do Negro do Sul do Brasil; visibilidade expressa a partir da perspectiva da branquitude e do branqueamento e, por fim, a produção de invisibilidade como estratégia de não discriminação ou proteção.
Fernanda Nogueira, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS
Marília C Morosini, Pontificia Universidade Católica do Rio Grande do Sul