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A comunicação vale-se da expressão proposta pelo antropólogo Eduardo Viveiros de Castro – o “exotismo estratégico” – para construir um painel analítico reunindo acontecimentos discursivos de datação diferenciada que configuram uma narrativa de longa duração, mas com pequena e descuidada audiência no Brasil, sobre populações indígenas em extermínio na região central do país: um registro histórico antigo, o Compêndio chronologico das notícias de Cuyabá, Repartição da capitania de Mato Grosso – 1778-1817, do historiador Francisco Adolfo Varnhagen, publicado pelo Jornal do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro de 1850; o filme de Lúcia Murat Brava gente brasileira (2000) que transita entre o documentário e a ficção para narrar os conflitos entre agentes coloniais portugueses e os índios Guaicuru – dos quais descendem os atuais Kadiwéu, cerca de 1000, que estão nas manchetes do noticiário e no foco da Anistia internacional nos últimos anos, enquanto vítimas de sistemáticas ações de extermínio que completam já quatro séculos; e ainda o recentemente recuperado, no Brasil, “Relatório do Procurador Jader de Figueiredo Correia”, que apurou, em 1968, além de usurpações de terras e bens, torturas, chacinas e extermínio de tribos com participação do próprio Serviço de Proteção aos Índios-SPI, um inquietante inquérito de sete mil páginas relativo ao período do Regime Militar.