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A partir de lideranças negras e quilombolas como protagonistas de uma série de movimentos reivindicatórios no Brasil, principalmente na busca pela titularidade das terras e educação formal, buscou-se compreender como estas mulheres, do norte ao sul do país, têm construído através de suas experiências de luta, dimensões educadoras em espaços formais e não formais, reveladoras de estratégias dos femininos negros das diásporas como movimentos que articulam pautas veiculadas à tripla opressão _raça, classe e gênero_ e que produzem novos olhares acerca da educação escolar de idosos, jovens e crianças nos quilombos e em todos os lugares. A pesquisa revelou como o conflito agrário no Brasil tem se exacerbado nos últimos anos principalmente após o Artigo 68 da Constituição Federal que garante a titularidade das terras de quilombos. As mais de cinco mil comunidades cujo percentual de 74,4 % se encontra abaixo da linha da miséria, incorporou no ano de 2012, no sistema educacional brasileiro, com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola, a urgência de uma educação diferenciada que dialogue com suas necessidades e vivencias. A partir de pesquisas etnográficas realizadas entre 2004 e 2014, pode-se constatar que a vivência dos/as quilombolas em terras de uso comum, produzem modos de vida singulares que são transformados em estratégias políticas de enfrentamento às diversas formas de opressão. Na atualidade, estas têm sido referenciadas como pilares para uma educação escolar principalmente no que se refere ao enfrentamento ao racismo e sexismo que são estruturantes para as discrepantes hierarquias sociais.