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À luz das teorias institucionais, culturais e da qualidade da democracia, a proposta analisa a relação dos brasileiros com a democracia em seu funcionamento prático com base na análise de dados do Estudo Eleitoral Brasileiro (2002 a 2014). A partir das respostas à pergunta “De uma maneira geral, o(a) sr(a) está muito satisfeito(a), satisfeito(a), pouco satisfeito(a) ou não está satisfeito(a) com o funcionamento da democracia no Brasil?” e de seus correlatos atitudinais e socioeconômicos, busca-se compreender o que embasa o construto da satisfação com o funcionamento da democracia entre os brasileiros no período. A hipótese aponta que a pergunta pela satisfação com o funcionamento da democracia leva o respondente a tratá-la como medida avaliativa, misturando avaliação de governos do dia e julgamentos do regime “em operação”. Trata-se, nesta proposta, de também analisar a validade de usar a variável de ‘satisfação com a democracia’ mencionada nos estudos de apoio político pois, enquanto Diamond e Morlino (2005), por exemplo, entendem que perguntar pela satisfação com o funcionamento da democracia é um modo indireto de medir a responsividade do regime aos olhos dos cidadãos, Canache, Mondak e Seligson (2001), por outro lado, apontam para as ambiguidades que a pergunta pode assumir nas respostas dos cidadãos. Apesar dessa crítica, os resultados da análise sugerem impactos consistentes da avaliação dos governos do dia e do sentimento de representação pelos partidos políticos como correlatos da satisfação com o funcionamento da democracia, seguidos da avaliação do poder judiciário e da percepção de capacidade de influência do voto.