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Este texto baseia-se em uma pesquisa mais ampla, que consiste em analisar a formação e a profissionalização docente para o contexto da diversidade cultural e de inclusão, colocando o foco nas políticas educacionais, nas representações e nas práticas. Nas últimas décadas, o multiculturalismo ganha espaço nas políticas públicas, e as questões em torno da pluralidade/diversidade cultural vêm sendo assumidas em uma perspectiva de educação inclusiva e comprometida com a justiça social. A pesquisa se fundamenta na teoria da ação (BOURDIEU, 1997, 1998) e na teoria das representações sociais (MOSCOVICI, 2003, 2012), tendo como objetivos: analisar as disposições legais e a produção de conhecimento de entidades/associações científicas brasileiras sobre a formação e a profissionalização docente frente às questões da diversidade e da inclusão; e acompanhar os desafios da prática docente de professores em contextos de situações vulneráveis, incluindo, aí, os campos de refugiados. Evidencia-se, também, que 36% dos refugiados da América Latina se concentram em São Paulo/Brasil (ACNUR, 2016), onde se desenvolve a pesquisa. Trata-se de uma investigação qualitativa que se apresenta em três etapas: pesquisa bibliográfica, aplicação de questionário e observação de aulas com foco em situações interativas. Por meio da análise documental e de conteúdo, são identificadas três dimensões de análise: contextual/política, cultural e identitária/profissional. Pretende-se, assim, ressignificar as marcas da formação e profissionalização docente para que seja possível compreender o multiculturalismo como um campo teórico, prático e político, que busca respostas para a diversidade e para a inclusão na educação brasileira.