Individual Submission Summary
Share...

Direct link:

Das políticas de educação inclusiva a noção de justiça curricular: os desafios frente a agenda neoconservadora

Mon, May 27, 12:30 to 2:00pm, TBA

Abstract

A partir do que a Lei de Diretrizes e bases da Educação Brasileira (LDB 9.394/1996) definiu como modalidades de educação (educação de jovens e adultos, especial, do campo, escolar indígena, quilombola, para as relações étnico-raciais, entre outras) tivemos no Brasil, especialmente pós anos 2000, um conjunto de Diretrizes Curriculares Nacionais ajudando a consolidar políticas de Educação Inclusiva. No entanto, nos últimos anos, essas políticas tem sofrido diversos ataques. As atuais agendas neoconservadoras, tem tomado como “alvo” principal o debate em torno das ações voltadas a constituição de espaços inclusivos e seu público-alvo. A proposição da centralização do currículo, através de uma Base Nacional Curricular Comum, os ataques as discussões de gênero, a liberdade de expressão dos professores, e mais recentemente, as investidas de mudanças na Política Nacional de Educação Especial na perspectiva inclusiva, são alguns dos exemplos, dos avanços dessas agendas, no re-desenho em torno das políticas de educação inclusiva. Tais políticas divergem de outras políticas educacionais que disputam espaço no contexto escolar. Desse modo no campo do debate curricular, os desafios seguem sendo imensos: Como “diversificar o currículo”? Como construir “currículos inclusivos”? Como garantir “justiça curricular”? Considerando a diversidade de configurações, experiências e objetivos educacionais envolvendo os desafios apresentados, pretendo discutir quais as possibilidades de diferenciação curricular em um contexto de proposições de currículos nacionais. Com base em diferentes pesquisas realizadas no âmbito do Laboratório Observatório de Práticas Escolares (OPE) pretendo discutir também como a noção de “justiça curricular” segue sendo operativa para pensarmos currículos inclusivos.

Author