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A Nova Cartografia Social e práticas etnográficas

Mon, May 27, 5:45 to 7:15pm, TBA

Abstract

A noção de “nova cartografia social” foi pensada para estabelecer relações de pesquisas intrínsecas, trazendo os agentes sociais referidos a povos e comunidades tradicionais para o próprio processo de produção deste conhecimento considerado fundamental à “nova descrição”. A expressão “nova cartografia social” emergiu nesta redefinição do objeto de análise e nos contornos de suas implicações sobre as relações de pesquisa, notadamente em situações de conflito social, sobretudo porque a própria expressão “cartografia social” foi apropriada pelas agências oficiais e pelos conglomerados econômicos, visando justificar seus propósitos de um suposto respeito democrático aos povos e comunidades tradicionais. As territorialidades específicas resultantes dos processos diferenciados de territorialização concernem a tais relações de pesquisa, que focalizam modalidades organizativas peculiares que resistem à ação oficial de mapeamento e cujos membros potencialmente podem executar tarefas operacionais capazes de delimitar em campo seus próprios domínios. Com estes agentes sociais é que as relações de pesquisa foram firmadas em combinação com a trajetória ascendente de cada uma das distintas unidades sociais, seja indígenas, quilombolas, ribeirinhas, de quebradeiras de coco babaçu, de fundos de pasto ou de faxinais. Cada uma delas afirmando seus direitos territoriais e sendo capacitadas para a marcação de pontos que materializam seu próprio território ou sua própria territorialidade específica. Os fragmentos de territorialidade na extensão do mapa são arrancados da evidência de realidades localizadas pelos próprios agentes sociais, que definem o que é relevante para constar do mapa.

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