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Virtual Exhibit Hall
A segunda metade do século XIX é marcada pela presença de muitos estrangeiros no Rio de Janeiro. Desde 1840, eles enviavam suas obras para serem expostas na Academia Imperial de Belas Artes, integrando-se a um ambiente artístico oficial, ganhando prêmios e condecorações, divulgando seus trabalhos para a sociedade. Nesse conjunto de artistas, é notável a presença de um grande número de franceses. Se as exposições oficiais da Academia constituíam um importante instrumento de inclusão cultural e artística, é possível também perceber uma forte atuação paralela a esta instituição. Até a última exposição acadêmica (1884) realizada durante o governo de Pedro II, antes, portanto, da proclamação da República (1889), notamos por meio das obras conservadas nos museus e arquivos brasileiros e da imprensa um grande número de notícias sobre suas atuações na sociedade carioca. São exposições privadas, participações em leilões beneficentes, divulgação de seus trabalhos em ateliês privados, venda de obras e abertura de escolas de desenho e pintura amplamente divulgados e acolhidos pela crítica de arte do período. Neste conjunto, destacam-se os trabalhos dos gravadores Louis Boulanger e Sébastien Sisson, dos irmãos pintores François Moreaux e Louis Moreaux e dos retratistas Auguste Petit e Josephine Houssay. Discutiremos suas atuações no desenvolvimento deste ambiente artístico paralelo à Academia, demonstrando a existência de encomendas públicas e privadas, de um mercado de arte em crescimento, elementos absolutamente fundamentais para a formação do gosto e da afirmação social do artista no Brasil.