Individual Submission Summary
Share...

Direct link:

Centro, centralidade e mobilidade

Sun, May 26, 10:45am to 12:15pm, TBA

Abstract

O foco do estudo é demonstrar a passagem da lógica socioespacial predominantemente centro-periférica para a lógica socioespacial fragmentária. Considerando-se que a fragmentação socioespacial é um processo que permite compreender o modo como o urbano e as cidades são estruturados, o paradigma fragmentário ajuda a explicar como são alteradas as lógicas, dinâmicas e práticas espaciais, cujos efeitos recaem em mudanças decorrentes na diferenciação e nas desigualdades socioespaciais. Isso se revela na passagem de uma lógica centro-periférica para a lógica socioespacial em rede, cuja estruturação e articulação ocorrem e decorrem da interescalaridade. A fragmentação socioespacial se consolida na vida do citadino à medida que se reduz a possibilidade de ir e vir na cidade. Com isso, a policentralidade seria reforçada por meio da qualidade da mobilidade, ampliando a quantidade dos centros e subcentros nas cidades, no que se refere à funcionalidade e especialização. Esses processos também se associam à difusão de formas espaciais de consumo articuladas a novos modos de consumir que propiciam, em menor proporção, o encontro inusitado, inesperado e conflitivo próprio da sociabilidade urbana, pois neles se amplia a homogeneização. Ou seja, ter-se-ia a tendência à proliferação de espaços marcados pelo afastamento via segmentação socioespacial que se associa à policentralidade e a novas formas de mobilidade no espaço urbano cada vez mais desiguais no âmbito da vida nas cidades (médias), como estamos estudando, como Presidente Prudente, Ribeirão Preto e Chapecó, entre outras, em suas dimensões específicas nas formas das pessoas se deslocarem para o consumo.

Author